quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Municípios catarinenses precisam se agilizar no processo de adequação ao SNC

Embora Santa Catarina tenha sido o primeiro estado a assinar o acordo de cooperação com o MinC, saindo na frente, portanto, na proposta de adesão ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), a grande maioria dos municípios catarinenses ainda se encontra totalmente desarticulada no que diz respeito à adequação às regras que em breve devem estar em vigência.
A lei que institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (o Procultura, que substituirá a atual lei de incentivo  - Lei Rouanet), em seu capítulo sobre o financiamento do SNC, estabelece que a União deve destinar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) aos estados, municípios e ao Distrito Federal. Esta mesma lei determina que tal transferência é diretamente condicionada à existência de Conselho de Política Cultural, Plano de Cultura e Fundo de Cultura (o chamado “CPF” da Cultura) em cada um desses entes federativos.
É fundamental, portanto, que as administrações municipais agilizem o processo de adesão, uma vez que só poderá receber os incentivos e repasses, ou mesmo celebrar convênios com o Governo Federal,  o estado ou município que estiver adequado ao sistema.
Até pouco tempo, apenas nove municípios catarinenses tinham o acordo em vigência, mas a listagem atualizada publicada no blog do SNC em 19 de setembro, mostra uma evolução. São, agora, 17 municípios com acordo publicado e em vigência (quadro abaixo), enquanto outros 15 estão em diligência.
 
Embora possa parecer uma mudança expressiva, comparando-se com o estado do Paraná (que ainda não deu início ao processo de adesão ao SNC), os números ainda comprovam a morosidade do processo em Santa Catarina. No Paraná (que ainda não assinou o acordo com o MinC) são 36, e no Rio Grande do Sul (que deu início ao processo depois de Santa Catarina, mas já está com seu acordo em vigência), 61 municípios em situação semelhante (com acordo aprovado ou em processo de aprovação).
Confira no anexo a lista completa e atualizada da situação dos municípios de todo o País.
 
FONTE: Pontão Ganesha

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Comentários e discussões

Recebemos alguns e-mails perguntando onde fica o espaço de comentários no blog


Pessoal, o blog é apenas um meio de comunicação, apesar de ser um pouquinho mais complicado, se tornará bem mais organizado se todos se cadastrarem no fórum. Assim todos terão acesso a todas as informações, sem os comentários se perderem entre as postagens. Logo haverá inúmeras postagens sobre um mesmo tema e comentando nos fóruns toda a discussão se canalizará em um só lugar.


Contamos com a compreensão e participação de todos.


Acesse o fórum clicando aqui


Atenciosamente, CulturAmadora
culturamadora@gmail.com



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Lei Municipal de Incentivo a Cultura


Discussão pertinente

Não é de hoje que existem discussões (embora fechadas) sobre a criação de um mecanismo de incentivo à cultura na cidade. Às vezes penso que as pessoas não sabem ao certo para como serviria ou de que maneira funcionaria. Vale apena explicar, antes de defender, que a Lei Municipal de Cultura iria (independentemente de governo) destinar uma verba x para a criação de um mecanismo de incentivo, onde o Fundo Municipal de Cultura seja liberado para projetos culturais através de um edital periódico, para selecionar projetos culturais com iniciativa local em qualquer segmento.

Com a criação deste mecanismo é possível pedir determinado valor para a produção e gravação de um CD, a circulação de um espetáculo de dança ou até mesmo teatro. Para um bom funcionamento se faz necessária a criação de um Conselho Municipal de Cultura, formada por pessoas capazes de julgar, analisar e definir a estrutura dos editais abertos. O prefeito de Rio do Sul, Milton Hobus, (na primeira gestão) havia prometido defender a causa e lutar pelos direitos dos artistas da cidade.  Haja visto: foi promessa de político. Em meados do ano passado houve um abaixo assinado mobilizando as pessoas para a imediata criação e regularização de uma lei. O que não aconteceu.

O vereador Dionísio Maçaneiro é considerado um entusiasta “cultural”, mas até hoje não vi nenhuma iniciativa significativa para a cultura no município. É altamente revoltante viver na capital do Alto Vale e saber que a mesma não pode dar amparo aos municípios que dela fazem parte. De que forma vai atingir a população frases como “Temporadas de Espetáculo” se após contabilizar a quantidade de eventos culturais percebemos que não são realizados nem dois ao mês?

O poder público em 2011 pouco fez financeiramente para trazer grupos de teatro ou companhias de dança com pagamento de cachê e despesas, não houve nenhum edital municipal para tais grupos.

É necessário figuras que coordenem a cultura municipal, a maior responsabilidade não pode ficar em mãos da superintendência da Fundação Cultural de Rio do Sul. É preciso iniciar imediatamente uma discussão apelativa e mover ações para modificar o cenário atual da cidade.

[CLIQUE AQUI] e acesse o Fórum de discussão da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Mande informações, documentos sobre o assunto ou outro material para culturamadora@gmail.com e participe ativamente dessa ação para a conquista do direito da cultura!
CulturAmadora
culturamadora@gmail.com


Crítica e Discussão do Evento "GALA BOLSHOI"

ESCOLA DO TEATRO BOLSHOI NO BRASIL
 com o espetáculo “GALA BOLSHOI”

Foi realizado em Rio do Sul no dia 19 de outubro de 2011 com início às 20h no Centro de Eventos Hermann Purnhagem a apresentação aberta ao público do espetáculo “GALA BOLSHOI” projeto custeado pelo FUNCULTURAL e produzido na cidade através da Fundação Cultural de Rio do Sul e Prefeitura Municipal de Rio do Sul.  
Sem poder negar a qualidade do espetáculo realmente vale o nome “GALA BOLSHOI” como não se era de duvidar, o evento teve a platéia composta por mais de 1.200* pessoas, porém deixou a desejar no quesito de organização e coordenação do evento na cidade.
Por esta ser a primeira postagem do blog é IMPORTANTÍSSIMO deixar ao conhecimento de todos qual seu objetivo, ação, e como ele funcionará. E também sua relevância para o crescimento e fomento de produções artísticas na cidade e sobre os escritores-críticos que atualmente alimentam o blog.

ANÁLISE DO EVENTO:
[Lembramos que todas análises e críticas postadas aqui são com o intuito de fomentar, dar dicas e reformar de forma profissional a cultura  em seus diversos segmentos no município - as análises nunca são feitas sobre o espetáculo apresentado e sim ao que diz respeito ao município na parte de produção, coordenação e organização - a crítica não se dirige as pessoas responsáveis pelo evento e sim a falta de pessoas contratadas especificamente para este fim]
Sabemos que a Fundação Cultural de Rio do Sul não possui uma equipe única e exclusivamente para a produção e coordenação de eventos culturais na cidade e que este ano foi praticamente anônima como produtora, mas assumir a produção de um evento, seja ele de pequeno, médio ou grande porte (como o “GALA BOLSHOI”) também é assumir riscos e sucessivas críticas que podem ser criadas a partir deste compromisso.


DIVULGAÇÃO DO EVENTO
Já sabíamos que haveria o evento em Rio do Sul há algumas semanas, a Fundação Cultural da cidade tem o compromisso de manter sempre as informações em circulação em vários meios de mídia, apesar das críticas externas, compartilho do pensamento que os eventos da Fundação Cultural, sempre podendo melhorar, são os mais bem divulgados no município.


REALIZAÇÃO DO EVENTO (narrativa)
Já de chegada no evento somos obrigados a parabenizar o belo funcionamento do estacionamento organizado no Centro de Eventos antes, durante e após o acontecimento do mesmo, entrando no Centro de Eventos me deparei com uma situação onde fiquei completamente transtornado que foi “uma barraca de pipoca” na entrada de um espetáculo de BALLET, vale a penas saber com que tipo de espetáculo se trabalha e qual seu objetivo, sendo de conhecimento a falta de respeito que é consumir qualquer tipo de alimento durante a realização de um espetáculo de artes, seja ele no segmento de música, dança ou teatro. Na entrada encontramos “seguranças”, mas não reparei em nenhuma entrada diferenciada para pessoas com credenciais (creio que as credenciais existiam em uma forma de lista, mas se faz necessária a identificação de todos envolvidos no evento bem como cargo que a pessoa exerce em forma de crachá, para orientar, e ajudar a coordenação do evento a prestar o serviço de forma mais organizada, diferenciando organização, jornalistas e autoridades presentes). Sobre a Democratização de Acesso, não foi encontrado nenhuma adaptação do espaço às normas mínimas de acessibilidade, onde se algum deficiente físico quisesse prestigiar o evento não teria amparo suficiente, item de suma importância. Já dentro do Centro de Eventos havia uma enorme desorganização pelo tamanho do espaço e delimitação do mesmo (já que o palco foi construído na diagonal – não sei o motivo – e “cercas” de ferro cercando o espaço composto por cadeiras). Neste espaço havia colunas que atrapalhavam a visão de quem estava mais longe, além disso, seria impossível (como foi) contemplar o espetáculo se você estivesse em qualquer cadeira da quinta fila para trás, o palco em uma altura pouco significativa e as cadeiras na mesma no chão, todas na mesma altura tiravam qualquer forma do público ficar a vontade para contemplar o espetáculo de tamanha qualidade que ali seria executado. Andando pelo espaço me deparei com falta de organização do evento anterior na retirada das divulgações da Kengelfest (enormes copos de chopp pendurados no teto do Centro de Eventos – a Coordenação do Evento tem que ser responsável pela pré-produção, realização e bem como deixar tudo em ordem na pós-produção). O Caminho até as cadeiras se fez de forma totalmente confusa e deixando um espaço enorme no fundo vazio e muitas pessoas em pé (haveria possibilidade de colocar mais cadeiras e a construção de uma estrutura de madeira, ferro ou outro material, elevando gradualmente a platéia fila por fila, para tornar a visão do espetáculo agradável de qualquer lugar). Achando que o carrinho de pipoca seria o único, andando pelo espaço me deparei com uma espécie de cantina colocada ao lado do “camarim” improvisado para os bailarinos, comercializando-se ali vários tipos de comida (ALGO QUE NÃO PODE ACONTECER). Houve também falta de um planejamento com a planta do Centro de Evento nas mãos para saber exatamente como dispor o espaço, (o palco do outro lado do pavilhão de forma central e não diagonal, distanciando assim a platéia das colunas seria uma das opções – algo que cabe a Coordenação de Evento estudar previamente). Muitas pessoas ficaram de pé (e sorte dessas que conseguiram uma visualização melhor do espetáculo, porém é considerado falta de respeito deixar público em pé) por isso faz-se necessário o conhecimento do espaço, limitação de ingressos (controlados na entrada do evento – já que se trata de um evento gratuito) e bem como algumas cadeiras reservadas ou numeradas para autoridades e jornalistas. O Camarim construído com “panos” e mal disposto deixava lacunas para comentário de todos os lados sobre a movimentação dentro do mesmo (qualquer estrutura em eventos deve ser feita com materiais sólidos - paredes móveis - e atendendo sempre as especificações do grupo – se houver). Na abertura do evento me deparei com um “BOA NOITE” que mais me pareceu anunciar um evento de cavalgaria do que um BALLET (é importante salientar que o “apresentador/mestre de cerimônias” deve ter conhecimento do tipo de evento vai apresentar e de que forma se dirigir ao público em questão. O Discurso de nosso prefeito Milton Hobus diante de toda a estrutura ainda “cantando vantagem” só nos deixa cada dia mais cientes que cultura não tem muita importância em nossa cidade, levando em consideração a cidade não possuir nenhuma espécie de “Técnico de Cultura”, nem “Mecanismo de Incentivo” e nenhuma equipe apta contratada para trabalhar especialmente com coordenação e produção de eventos. Durante a apresentação pareceu tudo correr bem tirando o fato de todas as cabeças se mexerem para tentar contemplar o espetáculo bem como pessoas andando a todo o momento como se fosse uma “festa”, a falta de planejamento na construção do palco (o tamanho) como também sua cobertura misturava o mundo encantador apresentado pelo espetáculo com a grosseria das janelas do Centro de Eventos que apareciam entre as “coxias” improvisadas.


CONCLUSÃO
Realmente tudo o que foi citado acima requer dinheiro, interesse e competência dos profissionais envolvidos. Rio do Sul recebeu o espetáculo de presente e precisava dar o respeito de uma bela organização “Rio do Sul tem o enorme prazer de receber a Escola de Teatro Bolshoi no Brasil pela primeira vez... – discurso de abertura” Rio do Sul tem mesmo este prazer; porém precisa estar apto para tal. Acreditamos que Rio do Sul pode fazer muito, mas dessa forma e sem nenhuma atitude apenas vamos concretizando o pensamento de que Rio do Sul não tem capacidade para Realização de Grandes Eventos. Por quanto tempo isto ainda terá que ser assim? Estamos à disposição para dar dicas sobre métodos de produção para aquisição de recursos/patrocínios como a criação de “vale-desconto cultural” usado já em outras cidades de SC como no restante do Brasil, forma de que os patrocinadores locais de eventos de entrada franca tenham essa contrapartida de receber o público que prestigiou o evento, em seus comércios garantindo a certeza que seu investimento (além da divulgação) foi bem feito.
Todos (até mesmo os mais leigos) saberiam que o Bolshoi é excelente, ele poderia estar indo para qualquer outro estado com nível de produção muito superior, mas escolheram a cidade de Rio do Sul, se faz mais do que necessário a cidade estar preparada para este tipo de evento!



Fica a critério da Fundação Cultural de Rio do Sul e qualquer interessado enviar réplicas ou alteração de texto na parte anunciativa do evento para culturamadora@gmail.com; lembrando que todos e-mails serão respondidos e se solicitado dentro das normas de funcionamento do blog publicadas com seus devidos créditos. Veja como funciona para participar das discussões [CLIQUE AQUI]

É IMPORTANTÍSSIMO realizar essa discussão sobre cultura no município e quanto mais participação do público em geral, das autoridades públicas, privadas, artistas e pessoas envolvidas direta ou indiretamente com a arte no município, mais rápido conseguiremos visibilidade para desenvolver uma forma de cultura justa que não discrimine artistas, produtores e organizadores de eventos em nossa cidade e saber qual a resposta das autoridades e quais são suas propostas para a solução e regularização o quanto antes dessa situação nada agradável que Rio do Sul vive há algum tempo quando o assunto é cultura.
*dados não oficiais

CulturAmadora
Unidos pela luta na democratização da cultura em nosso município!

Bem Vindos, a casa é sua!

Entrem, a casa é sua, não deixem de ler todas as páginas como: OBJETIVO, COMO FUNCIONA, FORUM DE DEBATE e venha também fazer parte dessa iniciativa que quer melhorar a cultura em nosso município. Fique a vontade para sugerir, colaborar, opinar e fazer circular as informações, sempre mantendo o respeito e o bom funcionamento do blog! Aproveite o Forum de Discussão, todo este trabalho é pra levar mais informações ao "culturófilos" de plantão


à disposição
CulturAmadora
culturamadora@gmail.com